Poupe nas Comissões Bancárias

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Todos nós, em alguma fase da vida, chegamos a uma altura em que nos preocupamos com as nossas finanças pessoais e, mais concretamente, onde poderemos reduzir as nossas despesas e poupar mais dinheiro.

Se forem como eu, as primeiras despesas que nos vêm à cabeça para tentar reduzir são as despesas que fazemos ativa e conscientemente, como as compras com vestuário, hipermercado, ou outras, em que tivemos que realizar uma ação para essa despesa se concretizar.

Depois destas, vêm aquelas despesas recursivas, que acontecem todos os meses como as contas da eletricidade e da água, ou todos os anos, como os seguros do carro e da casa. Não há ano nenhum em que, quando recebo o aviso de pagamento do seguro automóvel, não fique com a sensação que podia poupar dinheiro se procurasse outras propostas.

No entanto, frequentemente esquecemo-nos das despesas que nos caem na conta sem termos tido alguma ação para que isso acontecesse, pelo menos consciente. Muitas vezes só nos lembramos delas quando as vemos no extrato bancário. Às vezes até são despesas que nos parecem inevitáveis.

Um excelente exemplo destes custos são as comissões bancárias, os custos de manutenção de conta, as anuidades de cartões de débito e crédito, etc.

Todas as pessoas que tenham conta num banco chamado “tradicional” já estão habituados a ter estes custos, todos os meses ou trimestralmente, e já os dão como inevitáveis.

Há um ano, numa altura em que os poucos bancos que ainda não cobravam despesas de manutenção de conta, passaram a cobrar e os que já cobravam, as subiram, resolvi criar uma folha de cálculo e juntar todas as comissões, despesas, anuidades, etc que pagava para ter o privilégio de ser cliente dessas instituições.

Já não tenho essa folha de cálculo, mas lembro-me que num dos bancos onde tinha conta, pagava 15 € por trimestre de despesas bancárias, 15 € por ano pelo cartão de débito e esse banco ia passar a cobrar pelas transferências efetuadas através do homebanking.

Eram, no mínimo, 75 € por ano que gastava para ter a oportunidade de contribuir para os milhões que os bancos dão de lucro aos seus gestores e, as vezes, nos anos bons, também aos seus acionistas.

E isto eram apenas as contas de um banco. Eu tinha conta em mais dois.

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Percebi que esta década de juros baixos levou os bancos a terem que procurar fontes de rendimento que lhe permitissem manter as suas rentabilidades, pelo que está situação se iria prolongar por muito tempo e, muito provavelmente, agravar-se.

Resolvi então procurar alternativas e não foi muito difícil.

Há vários bancos, frequentemente a que chamamos bancos on-line por não terem agências abertas, que fornecem contas à ordem sem quaisquer tipos de custos.

Temos o ActivoBank, o Banco Best, o Banco CTT, o Moey!, etc, etc, etc, só para falar dos que conheço bem.

Abri conta no ActivoBank e agora mais recentemente no Moey. No Best eu já tinha conta, mas como os cartões tinham anuidade e esta conta é uma conta poupança, que não utilizo diariamente, cancelei-os todos.

Assim, agora não pago nenhuma comissão de manutenção de conta. Não pago nenhuma anuidade de cartões de débito e de crédito (já falei sobre os meus cartões de crédito neste post), nem pago para fazer transferências bancárias.

Agora que já passou um ano, qual a minha opinião? Os bancos que não têm custos substituem os tradicionais?

Muito honestamente, pela minha experiência e para os meus requisitos, estes bancos não só prestam o mesmo serviço sem custos, como penso que o fazem com melhor qualidade.

Anteriormente, quando precisava de alguma coisa, tinha que me deslocar ao balcão e aguardar na fila sempre um tempo considerável, pois se tentasse telefonar, raramente tinha a sorte de me atenderem o telefone. Nestes novos bancos não. Não têm agências pelo que todo o suporte ao cliente é feito pelo telefone e somos atendidos sem estarmos grande tempo em linha à espera.

As minhas necessidades são básicas. Eu não faço depósitos, não utilizo cheques, não tenho créditos e não sinto necessidade que o meu banco tenha agências de rua. Além disso, atualmente, não há nada que se faça presencialmente que não se consiga da mesma forma remotamente.

Então quais as vantagens que tinha no meu anterior banco em que pagava 75 € por ano? Pois, na minha opinião, nenhuma. É só a minha opinião e todos temos necessidades e opiniões diferentes.

Penso que os bancos tradicionais vão deixar de existir, tal como os conhecemos, em menos de 10 anos.

O futuro são as aplicações financeiras, as Fintech. Já estão a surgir em quantidade, cada vez com melhor qualidade e cada vez com mais serviços. As Revolut, N26, Moey, etc. já substituem os bancos tradicionais em muitos serviços e necessidades mais básicas e fazem-nos sem cobrar custos obrigatórios e fazem-no melhor.

No Moey, por exemplo, além de usar o cartão de débito, também posso utilizar o telemóvel ou o smartwatch para pagar as minhas compras, desde que o terminal multibanco tenha a tecnologia contactless. O mesmo acontece com o Revolut e o N26. E sem pagar taxas nem comissões, como as que os bancos tradicionais cobram agora até pela utilização do Mbway.

Eu só tenho pena de ter demorado a mudar.

E vocês? Também já deixaram de pagar taxas e taxinhas, comissões e despesas de manutenção?

RBhttps://www.casacomtodos.com
Informático, de profissão e vocação, adora fazer caminhadas, correr, ver séries e ler livros de finanças pessoais. Destas, apenas 2 são mesmo verdade.

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