Poupar na cozinha

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Cada vez mais ouvimos falar na importância de comer bem (em qualidade e não em quantidade) e evitar o desperdício.

Aqui por casa, sempre tive esta preocupação e nunca fomos de comer muitas porcarias, mas como diz o maridão – “Há sempre margem para melhoria”.

Assim, o lema deste ano é consumir mais e mais frutas e legumes, mas variar o cardápio nem sempre é fácil. Uma das maravilhas que a internet nos trouxe é a facilidade com que se encontram ‘blogs’ de receitas saudáveis e económicas, que me têm permitido variar, evitar os desperdícios e consequentemente poupar dinheiro.

Das várias dicas que li, estas são as que selecionei para nós:

  • Visita ao supermercado: esta é a primeira dica para se começar a poupar. A base de um plano de refeições saudáveis e económicas começa com uma lista de compras onde constam exclusivamente os artigos necessários para a semana. Os entendidos dizem que o ideal é irmos de barriguinha cheia, assim tenho procurado fazê-lo depois de almoço e desta forma não encher o carrinho daquelas porcarias que geralmente estão estrategicamente dispostas nas prateleiras dos supermercados e que nos enchem os olhos. Concentro-me apenas na lista que levo e dou uma vista de olhos nas promoções para o caso de valerem a pena.
  • Criar um ‘stock’ de ingredientes indispensáveis: das pesquisas que fiz, várias referem a importância de nunca faltarem em casa alguns ingredientes económicos, que nos permitem criar refeições rápidas e saudáveis. A comprar: atum em água, massa e arroz (idealmente os integrais, mas por aqui, não deve ser para já…), cuscuz, enlatados (tomate, feijão, espargos, alcachofras, lentilhas, cogumelos, milho, grão-de-bico…), aveia, tortilhas, lacticínios magros, frutos secos, peixe (fresco ou congelado) e carne magra (frango e peru), etc.
  • Cozinhar do zero: esta é uma das regras que dificilmente quebro. Não gosto de comprar comida já feita ou embalada porque para além de não ter o mesmo paladar que a comidinha caseira, vem carregada de intensificadores de sabor como sal, açúcar, gorduras e ingredientes artificiais como aditivos alimentares – basicamente, nem sabemos o que estamos a comer. Como se já não fosse razão suficiente, acresce ainda o fator preço… fica muito mais caro.
  • Comer em casa: há dias em que dou tudo para não cozinhar, mas evitar restaurantes é algo que permite efetivamente poupar bastante.
  • Tomar o pequeno-almoço em casa: pode parecer ridículo, mas é impressionante a quantidade de pessoas que vejo a tomar o pequeno-almoço nos cafés. Nunca fui adepta desta prática, em casa e em 10 minutos consigo poupar dinheiro e evitar as tentações das montras das pastelarias.
  • Aproveitar as sobras: existem sempre sobras no frigorífico que podem ser aproveitadas, basta dar asas à imaginação e reinventar. Sim, eu sei… depois de um dia de trabalho, nem sempre temos imaginação, mas se não for mais, salteio numa frigideira as sobras de legumes, carne ou peixe e junto esparguete cozido. Para além de ser um ótimo jantar, fica pronto em 10 minutos.
  • Optar por produtos de marca branca: por norma, opto sempre por estes, são mais económicos e muitos deles não ficam nada a dever aos das marcas mais conhecidas do mercado. Muitas vezes, os produtores ou fabricantes são os mesmos e apenas muda a embalagem.
  • Aproveitar as promoções: São uma tentação, mas nem todas valem a pena. Levada pelo entusiasmo do preço baixo, já comprei ingredientes em maior quantidade, que depois não tive tempo de consumir e foram para o lixo – perdi dinheiro! Só vale a pena em bens não perecíveis ou aqueles que podem ser congelados sem perderem propriedades.
  • Consumir legumes e frutas de época: como vos disse inicialmente um dos lemas da casa para este ano é aumentar o consumo destes alimentos, mas irei optar sempre pelos da época, são mais saborosos e muito mais baratos. Como temos essa possibilidade, decidimos aproveitar e ir diretamente ao produtor, quem não tem essa sorte pode optar pelos congelados que também são uma excelente opção. São baratos, com os mesmos nutrientes que os frescos e duram mais tempo sem se estragarem.
  • Comer sopa: é um hábito que tinha perdido e é com grande satisfação que vos digo que o recuperei recentemente. Este é provavelmente o prato mais nutritivo e saudável de todos – sacia e é super económico.

E vocês, têm alguma dica que queiram partilhar?

IMhttps://www.casacomtodos.com
IM, consultora de profissão, esposa e mãe por opção, dona de casa por obrigação. Uma apaixonada pela vida que quando não está a fazer o que gosta, está certamente a fazer o que não gosta.

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