Planear Tarefas

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Como indiquei no meu primeiro artigo, decidi assumir o controle das minhas finanças em vez de deixar que sejam as minhas finanças a me controlarem a mim.

A minha “estratégia” anterior de poupança era colocar para o lado o dinheiro restante no final do mês. Tinha tudo para falhar e … falhou porque, invariavelmente, não sobrava dinheiro no fim do mês.

Agora, decidi montar uma estratégia para lidar com o dinheiro e fazê-lo crescer o máximo possível até me reformar. Sei que vou falhar no começo, mas estou aqui para aprender e partilhar os meus sucessos, os meus erros e o que aprendi.

Então, vamos lá começar …

Seja qual for o projeto em mãos, a primeira tarefa a fazer é avaliar a situação atual. Depois, é necessário definir os objetivos que quero alcançar e criar um plano ou um conjunto de ações para atingir esses objetivos.

Na minha opinião, tenho seis tarefas para executar para criar minha primeira versão de um plano financeiro:

Foto de Steve Buissinne do Pixabay

1. Avaliar a Situação Atual

Criar uma lista de todos os ativos e passivos.

Nos ativos, incluirei os saldos das contas de poupança e investimentos que possuo. Não incluirei o valor da casa porque pertence à minha esposa. Também não incluirei o valor do meu carro porque não o considero um ativo, pois o valor se deprecia muito rapidamente. Se eu tivesse um empréstimo da habitação para pagar, nesse caso teria que incluir tanto o valor real da casa quanto o valor que ainda devo ao banco de forma a que o valor líquido fosse o mais parecido possível com a realidade.

A lista de dívidas consistirá em empréstimos, que eu não tenho, e saldos pendentes nos cartões de crédito.

A soma dos ativos menos a soma das dívidas dá-me o valor do meu património líquido. Este é o valor que tentarei aumentar daqui para a frente, executando meu plano.

Foto de rawpixel do Pixabay

2. Sistema de Registo de despesas

Eu não posso melhorar as minhas finanças e economizar mais sem saber para onde está a ir o meu dinheiro. Quanto é que eu gasto e em quê. Quanto gasto por mês em transportes, alimentação, hobbies, saúde, vestuário ???

Posso aumentar o valor do património líquido aumentando as receitas, diminuindo as despesas ou, idealmente, ambas. O mais fácil para mim, no curto prazo, é atacar o lado das despesas.

Portanto, é essencial estabelecer um sistema de registro, simples e prático, onde registrarei todos os dias por categorias todas as receitas e despesas incorridas. Um sistema que me permita comparar, mês a mês, a evolução dos meus hábitos de consumo.

Foto de rawpixel do Pixabay

3. Orçamento Mensal

Um dos maiores entraves para poupar dinheiro são as compras desnecessárias. Todos nós precisamos de nos divertirmos e de nos sentirmos realizados, e isso geralmente significa gastar dinheiro.

O problema é que, quando não temos uma visão clara da nossa situação financeira, tomamos decisões precipitadas que nos levam a gastar mais do que deveríamos.

É normal que eu compre alguma coisa no início do mês, porque me parece que posso pagar, e alguns dias depois recebo a minha fatura do seguro do carro ou outra grande despesa que eu não sabia que estava para chegar. Neste momento, arrependo-me de ter feito aquela compra, mas ja não há mais nada que eu possa fazer.

Ao definir um orçamento mensal, eu saberei antecipadamente quanto posso gastar em cada categoria, evitando essas surpresas desagradáveis. Para que isso aconteça, devo atribuir, antecipadamente, sempre que recebo o salário ou outro rendimento qualquer, um objetivo para cada euro que recebi.

Ao estabelecer o orçamento, é importante não esquecer as despesas anuais como seguros, impostos, IRS, etc. Essas despesas podem ser divididas em parcelas mensais, em que esses valores mensais se vão guardando de lado, para que o pagamento não tenha depois um impacto tão grande no mês em que é devido.

O orçamento tem que ser flexível. Ou seja, se eu pretendo gastar 100€ neste mês em roupas, isso não significa que tenho que cumprir esse limite, mas isso obriga-me a saber que, para exceder esse limite, tenho que reduzir outra categoria do orçamento pelo mesmo montante.

Por exemplo, se eu gastar 20€ a mais em roupas do que havia definido, terei de gastar 20€ a menos em restaurantes. Da mesma forma, se eu não gastar os 100€ orçados para vestuário para este mês, posso optar por deixar o valor restante acumular ao limite do próximo mês ou realocar esse dinheiro para outra categoria.

Foto de USA-Reiseblogger do Pixabay

4. Definir Objetivos

Depois de alguns meses a registar todas as receitas e despesas, já terei uma ideia do destino que estou a dar ao meu dinheiro e de onde estou a gastar demais. Conhecerei as despesas mensais e anuais fixas e, mais importante ainda, saberei onde posso cortar despesas para poupar mais.

Estarei então em posição de definir objetivos. Os meus objetivos serão apenas meus, porque dependem do meu estilo de vida e do que eu quero para um futuro próximo ou distante.

O meu objetivo não é economizar em tudo que não é indispensável, mas sim gastar de maneira responsável, poupar de forma consistente e ter esses hábitos sempre presentes.

Um objetivo pode ser poupar uma quantia fixa todos os meses para comprar um carro novo, poupar outra quantia todos os meses para investir no mercado de ações, reduzir os meus gastos em restaurantes a um limite definido, etc.

Os objetivos devem ser específicos, mensuráveis, atingíveis e realistas e terem um prazo definido.

Não faz sentido estabelecer uma meta de poupar 1.000€ todos os meses, se não for realista. Não irei alcançar esse objetivo por mais que eu tente. Além disso, não faz sentido definir uma meta de poupar 10.000€ sem definir um prazo. Dessa forma, não poderei saber se estou a cumprir ou não o plano.

Imagem de Mediamodifier do Pixabay

5. Estratégia de Investimento

Quando começar a poupar de forma consistente, o que faço com o dinheiro que poupei?

A primeira coisa é criar um fundo de emergência que esteja disponível a qualquer momento, se necessário.

Após a criação de um fundo de emergência, o dinheiro poupado para objetivos de longo prazo deve ser investido, caso contrário, será constantemente desvalorizado pelo efeito da inflação.

Para isso, terei que estabelecer uma estratégia de investimento para dar um propósito às minhas economias e colocá-la em prática.

Foto de rawpixel do Pixabay

6. Plano Financeiro

Com base nas informações reunidas nas tarefas anteriores, definirei um plano que me permitirá alcançar os meus objetivos. Também terei que avaliar periodicamente o plano para ver se estou a cumprir ou se existe algum desvio que deva ser resolvido.

Objetivos de curto prazo serão avaliados mais regularmente do que objetivos de longo prazo, é claro.

Ao executar cada uma dessas tarefas, irei partilhar os resultados aqui com vocês, com o máximo de detalhe possível, e espero receber os vossos comentários e sugestões.

Até já.

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Informático, de profissão e vocação, adora fazer caminhadas, correr, ver séries e ler livros de finanças pessoais. Destas, apenas 2 são mesmo verdade.

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