Para que serve o dinheiro?

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Sabemos, desde muito novos, que queremos dinheiro. O máximo a que pudermos deitar a mão. É-nos ensinado desde pequeninos que é bom ter muito dinheiro. Temos que estudar bem para tirar boas notas para termos um emprego que nos pague bem e, assim, podermos ter muito dinheiro. E sabem para quê?

O que é o dinheiro?

Da Wikipedia:

dinheiro é o meio usado na troca de bens, na forma de moedas ou notas (cédulas), usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras, emitido e controlado pelo governo de cada país, que é o único que tem essa atribuição. É também a unidade contábil. Seu uso pode ser implícito ou explícito, livre ou por coerção. Acredita-se que a origem da palavra remete à moeda portuguesa de mesmo nome (o dinheiro).

E como surgiu?

No passado, as pessoas produziam alimentos e outros produtos apenas para o seu próprio sustento. Quando produziam determinados produtos em excesso, elas resolviam trocar, entre a comunidade, o excedente.

Por exemplo, eu produzi muita cenoura e outra pessoa produziu muito milho. Para não perder essa produção excedente, trocamos um pouco de cenoura por um tanto de milho.

Com o tempo, algumas mercadorias, pela sua importância para a sociedade, passaram a ser mais valorizadas do que as restantes. As mais importantes eram o gado e o sal, que servia para a conservação dos alimentos. Aliás, o termo salário surgiu disso mesmo. Na Roma Antiga, os pagamentos eram realizados com sal. Felizmente, ao longo dos tempos, evoluímos para outras formas de moeda porque a minha hipertensão não ia achar piada a muita riqueza.

E para que o quero?

Tendo em consideração o que é e como surgiu, tudo indica que deveremos querer ter muito dinheiro porque ele nos permite efetuar muitas trocas de bens e serviços, muitas compras e, antigamente, muitos salgadinhos.

Também nos ensinam a não o gastar todo, a acumular e reservar para o futuro. Mas se não vou trocar o dinheiro por outras coisas que gostava de ter, para que é que ele me serve? Qual é a utilidade que tiro dele sem o usar?

Todas as pessoas são diferentes e podem existir várias respostas certas para esta pergunta, mas para mim, o dinheiro poupado serve para dar liberdade. E com ela vem a segurança.

O dinheiro dá liberdade.

Quando temos dinheiro suficiente, podemos morar onde quisermos, satisfazer todas as nossas necessidades e desfrutar dos passatempos que gostamos. Se conseguirmos tornar-nos financeiramente independentes e ter os recursos financeiros necessários para viver sem trabalhar, iremos desfrutar de ainda mais liberdade e poderemos fazer o que quisermos com o nosso tempo.

O dinheiro permite-nos perseguir os nossos sonhos.

Ter dinheiro torna possível iniciar um negócio próprio, construir a nossa casa de sonho, ou realizar outros objetivos que acreditemos que nos ajudarão a viver uma vida melhor.

Dinheiro dá segurança.

Quando temos dinheiro suficiente, não precisamos de preocupar-nos em ter um teto sobre a cabeça ou em ter o que comer e vestir. Não precisamos de ter medo de não podermos comprar os medicamentos se ficarmos doentes.

Isso não quer dizer que, tendo dinheiro, podemos ou devemos comprar o que nos apetecer, ou gastar irrefletidamente. Assim, ele desaparece num instante. Isto significa que temos a liberdade para não vivermos preocupados.

Assim, dinheiro é liberdade. Muito dinheiro é muito tempo de liberdade. Cada poupança que fazemos, é mais X tempo de liberdade que compramos.

Por isso, da próxima vez que vá fazer uma compra de um valor mais avultado como, por exemplo, trocar o iPhone, irei pensar:

– Vale a pena vender X meses de liberdade só para ter o modelo mais recente do iPhone?

Pronto, ok. Foi mau exemplo porque este ano tenho mesmo que trocar de iPhone que o meu já tem dois anos e o preto já não se usa. Além disso, anda super lento e a bateria está a dar-me cabo da paciência. Já não dura nem dois dias. Além disso, a minha filha está a juntar para comprar o novo também e eu não a posso deixar ter um telemóvel melhor do que o meu. Ela perde-me o respeito!!!

Ahhh, outro exemplo. Este é bem bom:

A IM aqui há dias vira-se para mim e diz-me:

– Oh querido, não achas que está na altura de trocarmos o sofá?

– Não! Porque é que achas isso? Porque se vê um pouco do enchimento? Não és nada criativa senão já tinhas resolvido isso…Pensa no número de meses que vais vender da tua liberdade para teres um sofá pipi!!!

Conclusão, ou algo do género.

Estou muito satisfeito com este post.

Ele começa com um parágrafo apelativo, que até faz pensar que pode vir alguma coisa de jeito lá mais para a frente.

Depois passa por uma fase em que parece que se ouvem violinos ao longe e que a qualquer momento vou tentar vender-vos um timeshare no Algarve.

Depois digo algo que já toda a gente sabe e, de repente, ZAU!!!! sem ninguém estar à espera, introduzo a problemática das finanças em casal que será tema de um post lá mais para a frente.

E a IM diz que sou maluco!!! Sou maluco porque sou pobre, senão era excêntrico.

P.S.- Eu tinha colocado este post na categoria Pensamentos Filosóficos, mas ela veio cá e mudou. Vocês sabem como é… em casa manda ela, mas quando formos ao café eu ponho como estava.

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RBhttps://www.casacomtodos.com
Informático, de profissão e vocação, adora fazer caminhadas, correr, ver séries e ler livros de finanças pessoais. Destas, apenas 2 são mesmo verdade.

3 COMENTÁRIOS

  1. “tenho mesmo que trocar de iPhone que o meu já tem dois anos e o preto já não se usa.” Depois de todos os post deste blogue, não estava nada à espera de ler uma frase destas ????

    • Olá Elsa,
      Eehehehehe, a ideia que eu pretendia transmitir, em tom de brincadeira, era que nós por vezes temos uma forma de pensar para as coisas que gostamos e outra diferente para as coisas que não nos dizem nada.

      Relativamente ao iPhone, ainda não pensei nisso e nem se sabe como é que vai ser o novo, mas não digo que não troque o telemóvel se achar que devo e que posso.

      Sou a favor de poupar em tudo menos nas coisas que valorizamos realmente. Para uns podem ser férias no paraíso, para outros moda, etc.

      Como diz o Ramit Sethi no livro I Will Teach You To Be Rich, “Spend extravagantly on the things you love, and cut costs mercilessly on the things you don’t.”.

      Muito obrigado por nos visitar e pelo seu comentário. É muito bom saber que há alguém do lado de lá do blog 🙂

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