O Impacto do COVID nas Minhas Finanças

em

O surgimento desta pandemia e todas as alterações que provocou no nosso dia a dia teve impactos também nas finanças pessoais de todos.

Cá em casa, até ver, somos uns afortunados pois nenhum de nós foi despedido, colocado em lay-off nem teve perda de salário. Continuámos a fazer o nosso trabalho normalmente, embora a partir de casa e a receber os nossos salários por inteiro. Muitas pessoas, infelizmente, não podem dizer o mesmo e pensamos nelas muitas vezes.

Ao planear o meu orçamento mensal para agosto, mais uma vez não pude utilizar o template que utilizava antes da pandemia e tive que ir, rubrica a rubrica, estabelecer novos valores que fossem mais adequados à realidade atual.

Resolvi então escrever este artigo para descrever as principais diferenças nos nossos hábitos e correspondentes gastos, provocadas por este novo “normal”.

Alimentação

Se juntar na alimentação as categorias de compras de supermercado e idas a restaurantes em família (incluindo take away) esta é, de longe, a rubrica onde mais gastamos cá em casa.

Como estamos sempre em casa e fazemos mais refeições, as compras em supermercados aumentaram, mas de uma forma mais ligeira que o inicialmente previsto. Anteriormente eu não almoçava em casa mas levava frequentemente marmita para o trabalho, por isso, a diferença não é muita.

No que diz respeito a idas a restaurantes, tivemos os meses de março e abril com custos muito reduzidos nesta rubrica para o que era habitual. Os restaurantes estavam fechados e apenas era possível utilizar o take-away, mas desde que os restaurantes abriram que estes gastos voltaram também ao normal.

Os gastos com restaurantes são onde poderíamos poupar um valor mensal significativo se tivéssemos que reduzir os nossos custos. No entanto, a ida ao restaurante, para nós, funciona como o nosso entretenimento. Como raramente fazemos passeios, vamos ao cinema, etc, a ida ao restaurante funciona um pouco como a nossa principal atividade lúdica fora de casa.

No entanto, penso que temos margem para, no futuro, reduzir estes custos sem abdicar de fazermos uma coisa que tanto gostamos.

Serviços

Também nesta área não verificámos grandes alterações nos custos. As faturas da eletricidade, água e gás permanecem mais ou menos dentro dos mesmos valores. Estava à espera de gastar mais, especialmente em eletricidade devido a passarmos o dia todo em casa mas, talvez devido ao fato de estarmos na altura da primavera/versão em que os dias são mais longos, a diferença é mínima.

Relativamente aos serviços de subscrição, como a Netflix, os custos mantêm-se exatamente iguais.

Transportes

Nos transportes é que a diferença é maior entre o que gasto agora e o que gastava antes da pandemia.

Eu moro a 30 km do meu local de trabalho, pelo que todos os dias tenho que apanhar o comboio e o metro para me deslocar. Com o confinamento são cerca de 86€ que deixei de gastar mensalmente em passes de transportes.

Também em gasóleo houve uma redução visível de custos. Aquelas saídas para ir visitar amigos, ir ao shopping, etc, deixaram de acontecer com a mesma frequência. Se não estou enganado, desde o início de março fui uma vez a um shopping.

Em transportes agora gasto menos cerca de 150€ por mês do que o que acontecia antes e isto já contando com os gastos em gasóleo e portagens que tenho nas esporádicas vezes que tenho que ir ao escritório e utilizo o carro.

Vestuário e cuidado pessoal

Esta também é uma área onde se verifica uma redução de custos.

Não é que a diferença seja significativa para as contas porque eu já não gastava muito em vestuário, mas agora não gasto mesmo nada, rien, nickles.

Eu já tinha roupa e calçado suficiente para muitos anos, fruto de compras passadas sem ter grande necessidade para isso. Muitas vezes lá passava por uma loja e via uma peça de roupa ou de calçado que gostava muito e acabava por comprar apesar de não estar a precisar. Agora, sem as habituais idas ao shopping, isso já não acontece e, como diz o ditado, longe da vista, longe do coração.

Por outro lado, estando a trabalhar remotamente, o meu uniforme passou a ser uma t-shirt e uns calções. Não tenho que ter o mesmo cuidado com o que uso.

Até as idas mensais ao cabeleireiro terminaram. Quando se iniciou o confinamento, passei a cortar o cabelo em casa (é a IM que mo corta).

O corte pretendido não é dos de mais difícil execução e eu até já tinha a máquina de outra altura em que usei assim o cabelo. O penteado agora é muito mais fácil e rápido do que eu tinha anteriormente.

O serviço é de muito melhor qualidade, pois não tenho que marcar hora nem esperar na fila e, além disso, também não tenho que gastar 12€.

Aqui ao lado mostro como fica. Não fica mal, pois não?

Os cabeleireiros entretanto já abriram mas penso que durante os próximos tempos vou continuar a pedir à IM que mo corte.

Outras despesas

Relativamente a outras despesas variáveis, terminaram as jantaradas com amigos em restaurantes. De vez em quando recebemos um casal amigo em casa ou vamos nós a casa deles, mas atividades de grupo cessaram completamente.

Também terminaram os almoços fora nas alturas em que não levava marmita para o trabalho, por não ter sobrada nada no dia anterior ou por não ser uma comida que ficasse bem aquecida, o que se traduz numa poupança média de 60€ por mês.

Conclusão

Claro que neste período tivemos outras despesas, algumas delas avultadas, especialmente com a manutenção do meu carro, etc, mas que não foram direta ou indiretamente provocadas pelo COVID.

No que diz respeito apenas às alterações provocadas pelo COVID, verificamos uma poupança à volta dos 300€ mensais.

E vocês? Já fizeram esta análise?

RBhttps://www.casacomtodos.com
Informático, de profissão e vocação, adora fazer caminhadas, correr, ver séries e ler livros de finanças pessoais. Destas, apenas 2 são mesmo verdade.

Deixar um comentário

ATUALMENTE A LER

MAIS POPULARES

COMENTÁRIOS RECENTES