O “drama” do Melasma

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No último ano apareceu-me uma pequena mancha por cima do lábio superior, que com o passar dos meses foi escurecendo, tornando-se um incomodo para mim, que passei a usar base diariamente na esperança de a disfarçar. Inicialmente resultou, mas com o passar dos meses intensificou-se de tal forma, que já nem a base a disfarçava. 

Na verdade, há uns anos valentes fiz depilação definitiva a lazer no buço, e a primeira coisa que me lembrei foi que teria queimado a pele, e a mancha estaria relacionada com isso, mas, entretanto, comecei a perceber que também tinha algo semelhante na zona da testa, o que me levou a marcar uma consulta no dermatologista.

O diagnóstico foi automático, melasma. 

Assim que entrei no consultório e ainda sem ter tido oportunidade de dizer o que me levava à consulta, a dermatologista olhou para mim e disse – você sabe que tem melasma? 

Para quem não sabe, e eu também não sabia, o melasma é um tipo de hiperpigmentação que se apresenta na forma de manchas acastanhadas ou acinzentadas e que geralmente é mais frequente na cara (na zona das bochechas, testa, nariz, por cima do lábio superior e no queixo).

Podem aparecer também noutras zonas que apanham muito sol, como o pescoço ou os antebraços, mas pelo visto, é raro.

O melasma afeta mais as mulheres que os homens e geralmente está mais associado a pessoas com pele mais escura – o que não é definitivamente o meu caso.

O que me explicaram é que as células que produzem o pigmento da pele (melanócitos) o fazem em demasia, e que os fatores poderão estar relacionados com:

  • Excesso de exposição solar (quem me conhece sabe que a probabilidade seria mínima, porque para além de ser extremamente cuidadosa com a minha exposição solar, detesto estar ao sol, detesto praia e a última vez que fiz praia ainda estávamos na década de 90);
  • Hereditário (não é impossível, mas não reconheço este problema em ninguém da minha família);
  • Alterações hormonais (gravidez, contracetivos orais, terapêutica hormonal de substituição). Este sim, fez-me sentido, pois o aparecimento das manchas coincidiram com a altura em que iniciei a toma da pílula.

Segunda a dermatologista, o melasma pode ser dividido em três categorias:

  • Epidérmica, quando a camada afetada é a mais superficial da pele (epiderme).
  • Dérmica, quando as manchas surgem numa camada mais profunda (derme).
  • Misto, quando o excesso de melanina está presente na derme e na epiderme.

Para um diagnóstico mais preciso e percebermos em qual das 3 categorias me encontrava, fez-me um exame à pele usando uma lâmpada de Wood, que emite uma luz ultravioleta e que é usada frequentemente para analisar a pele em detalhe. O exame é feito num ambiente escuro e sem luz visível, de forma a que apenas a fluorescência da lesão seja percebida.

Se eu achava que estava mal, com este exame fiquei mesmo assustada. Foi notório que me encontrava na categoria 3. Como podem ver nas fotografias, além das manchas na epiderme, tenho outras tantas (bem piores) na derme, que com o passar do tempo acabariam por vir à superfície.

Assim, e visto que estamos a entrar no verão, fui aconselhada a iniciar o tratamento o mais rápido possível, pois o sol e o calor agravam substancialmente o problema, além de que, estes tratamentos não devem ser feitos durante o verão. 

Aconselharam-me o Cosmelan – tratamento estético despigmentante da Mesoestetic. Este tratamento é feito essencialmente em casa, através da aplicação dos produtos. No entanto, numa fase inicial deverá ser feito em consultório.

Cosemlan Pack – Mesoestetic

O pack do método cosmelan é realizado em 4 fases e é composto por:

Fase 1 – Realizado em consultório por profissional, composta por:

  • Oil removing solution – é uma solução desengordurante para retirar o excesso de gordura e facilitar a penetração homogénea dos ativos.
  • Cosmelan 1 – máscara facial despigmentante intensiva. 

Fase 2 | 3 |4 – Realizado em casa, composta por:

  • Cosmelan 2 – creme despigmentante de uso domiciliário que intensifica o resultado de cosmelan 1, mantendo a produção de melanina sob controlo e evitando o aparecimento de novas manchas. 
  • Melan Recovery – bálsamo calmante e recuperador para peles sensíveis e com vermelhidão. Ajuda a acalmar e a devolver à pele o equilíbrio e o conforto durante o tratamento de cosmelan.
  • Melan 130+ pigment control – protetor solar com cor para o controlo da pigmentação. Protege a pele da radiação solar de amplo espectro e ajuda a controlar a pigmentação cutânea.

Depois da avaliação da pele, do tipo e extensão da mancha a tratar e antes de dar início a este tratamento, foi necessário preparar a pele para receber o tratamento do Pack Cosmelan. De forma a aumentar permeabilidade da pele fiz duas máscaras peeling (peeling químico em consultório) nas duas semanas anteriores.

Após esses dois peelings, marquei consulta para a semana seguinte de forma a fazer a 1ª fase do tratamento. Depois da limpeza da pele com o Oil removing solution, aplicaram-me a máscara facial despigmentante intensiva – Cosmelan 1. Visualmente, é uma máscara parecida com a de argila, que mantive na cara durante cerca de 10 horas. Ao fim desse tempo, dirigi-me novamente ao consultório para a retirar, e a dermatologista poder avaliar o estado da pele e indicar os procedimentos seguintes.

No meu caso, como a minha pele reagiu muito bem, ou melhor, mal.… porque não havia sinais de vermelhão, sensibilidade, escamação da pele ou ardor (sinais normais após a aplicação do Cosmelan 1), aconselhou-me a iniciar o tratamento com o Cosmelan 2, logo no dia seguinte para a pele começar a reagir (pelo que percebi, o normal é fazer uma pausa de 48 horas antes de iniciar esta segunda fase).

Nesta 2 fase, chamada a fase de despigmentação contínua, o tratamento consiste em limpar a pele, tonificar, aplicar o cosmelan 2, seguido do Melan recovery e protetor solar Melan 130 + pigment control 3 vezes ao dia (manhã, meio dia e noite) durante 1 mês. 

Na fase 3, fase da regulação de hiperpigmentação, o tratamento deverá ser feito 2 vezes ao dia (manhã e noite) e tem a duração de 2 meses.

E por último a fase 4, fase do controlo do reaparecimento, a aplicação passa a 1 vez por dia, preferencialmente à noite, no entanto o protetor solar deverá ser colocado pelo menos 1 a 2 vezes ao dia. Esta fase deverá ter a duração de 6 meses.

Desde então, já se passaram 2 semanas, em que tenho feito a aplicação como indicação (3 vezes ao dia). Nos 3 primeiros dias não senti qualquer efeito, mas a partir do 4 dia o ardor e vermelhão começaram a fazer-se sentir. Na primeira semana o ardor chegou a ser até doloroso, tendo vindo gradualmente a acalmar. Na zona da boca e bochecha houve alguma descamação da pele, perfeitamente normal e aconselhável. Infelizmente, na zona da testa ainda não aconteceu. 

Para já, como primeiras impressões, e num curto espaço de tempo (2 semanas), posso-vos dizer que noto a mancha por cima do lábio superior bastante mais clara e a pele muito mais luminosa e rejuvenescida.

A próxima consulta está marcada para daqui a 2 semanas, altura em que já deverá ser visível mais alguma melhoria e que atualizarei a informação.

E por aí, alguém com o mesmo drama?

IMhttps://www.casacomtodos.com
IM, consultora de profissão, esposa e mãe por opção, dona de casa por obrigação. Uma apaixonada pela vida que quando não está a fazer o que gosta, está certamente a fazer o que não gosta.

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