Ficar em Casa #15

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Até entrarmos nesta situação catastrófica, recordo com carinho a mensagem que enviava ao RB à sexta-feira de manhã a desejar um excelente dia e onde terminava com “Hoje é sexta, amor!!!”. Agora nem distingo o dia da semana…

Mas os dias vão passando e se a memória não me falha, já passaram pelo menos 2 semanas desde que estamos confinados em casa.

Não há dúvida que o trabalho tem sido uma grande ajuda para manter a sanidade mental. Trabalhar remotamente não é novidade para mim, pois já trabalho assim com as minhas colegas e alguns clientes há cerca de 2 anos e meio. No entanto, nem todos os clientes são adeptos pelo que, semanalmente deslocava-me várias vezes para fazer reuniões presenciais.

Mas tudo se aprende, e dada a situação em que nos encontramos não é possível continuar a desenvolver trabalho a não ser desta forma.

Assim, as reuniões, a consultoria e a formação têm sido feitas através de ferramentas como o Skype, Zoom, AnyDesk e Microsoft Teams. Dependendo do objetivo, umas funcionam melhor que outras.

Funciona tão bem que até as minhas aulas de Pilates já adquiriram este formato.

Naturalmente que os exercícios sofreram alterações, pois nenhum de nós tem em casa os aparelhos específicos, mas o instrutor tem sido incansável e apresenta sempre uma panóplia diversificada.

Todos nós nos identificamos mais com uma prática de exercício físico do que outra, no meu caso, foi com algum ceticismo que experimentei o Pilates, mas percebi de imediato que era para mim.

A boa disposição após a primeira aula foi logo visível, seguindo-se de um alívio extraordinário das dores de costas. Mas principalmente, o mais evidente e compensatório, foi que finalmente sinto que aprendi a respirar e a diferença que isso faz no nosso organismo.

Pronto, acho que já perceberam a ideia… tem sido uma prática que para além de me fazer sentir bem fisicamente, também me tem ajudado a manter as minhas rotinas e consequentemente a minha estabilidade.

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Esta coisa de ficar em casa acaba por proporcionar algum tempo para a reflexão, e nos momentos de introspeção e análise do meu eu, tive um desgosto. Dei por mim a fazer o que tantas vezes critiquei… Tornei-me na vizinha coscuvilheira. Sim, é verdade, agora assim que ouço alguém a passar no prédio, estico logo o olho para ver quem é e onde vai… ao que cheguei!

Tenho que colocar na minha próxima lista de resoluções de ano novo, retomar ao meu velho eu e deixar de controlar a vida dos outros.

E vocês como têm aguentado? Espero que estejam todos bem.

IMhttps://www.casacomtodos.com
IM, consultora de profissão, esposa e mãe por opção, dona de casa por obrigação. Uma apaixonada pela vida que quando não está a fazer o que gosta, está certamente a fazer o que não gosta.

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