Despesas Bancárias – 1 ano depois

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Há sensivelmente um ano, percebi que estava a pagar aos bancos para ter um serviço que conseguia ter sem custos. Resolvi, então, alterar a minha relação com os serviços bancários.

Depois de algum (pouco) estudo, encontrei bancos onde é possível ter conta sem despesas de manutenção de conta, sem despesas em transferências bancárias e até sem anuidades nos cartões de débito.

Além disso, e como referi neste artigo, descobri cartões de crédito que nos pagam para os utilizarmos.

Resolvi, nessa altura, fechar todas as contas em que me eram cobradas comissões e abrir conta noutro banco, que não cobra comissão de manutenção de conta nem anuidades nos cartões. Subscrevi também dois cartões de crédito que pagam cashback, de acordo com a utilização que fazemos deles.

Um ano depois, estou curioso em quanto poupei com a minha decisão. Vamos então confirmar.

Despesas bancárias

Em Junho de 2019, tinha as seguintes despesas bancárias:

BancoDespesas Manutenção ContaAnuidade Cartão DébitoAnuidade Cartão Crédito
Banco BPI            62,40  €                   18,72  €                    0,00 €
Banco BEST             0,00 €                20,28  €                40,00  €
Total:           62,40  €            39,00  €              40,00  €
Total:              141,40  €

Assim, há um ano atrás, antes da mudança, tinha 141,40€ de despesas anuais.

Além das despesas de manutenção de conta do BPI (o banco BEST não tem), tinha despesas com as anuidades dos cartões de débito, necessários para poder efetuar levantamentos das contas, despesas com transferências bancárias bem como a anuidade de um cartão de crédito, imprescindível quando viajamos para o estrangeiro.

Após constatar os custos que estava a ter, resolvi fechar a conta no BPI e cancelar todos os cartões de débito e crédito que tinha no Banco Best.

Abri conta no ActivoBank, que oferece a conta sem despesas de manutenção bem como o cartão de débito e crédito sem qualquer anuidade. A partir daí, as minhas despesas bancárias passaram a ser zero.

Cashback

Após me livrar das comissões bancárias, das despesas de manutenção de conta e das anuidades resolvi experimentar os cartões de crédito com cashback.

Subscrevi dois cartões que me pareceram ser os mais indicados para mim:

  • Cartão Cofidis “Mais por 1€” – Cartão que dá 2% de cashback em todas as compras e 1% no pagamento de serviços, até ao máximo de 200€ por ano.
  • Cartão Cetelem Black – Cartão que oferece um cashback de 3% em supermercados, gasolineiras e restaurantes, até um limite de 100€/ano.

Contabilizando apenas o cashback que recebi nestes 5 meses deste ano, o valor recebido é de 140,70€. Ou seja, estes dois cartões pagaram-me 140€ para eu os utilizar.

Eu não era adepto da utilização de cartões de crédito pois davam-me a perceção de que eu tinha mais dinheiro do que realmente tinha. Ao gastar dinheiro que não sai imediatamente da conta, é necessário ter algum controlo para perceber o que já gastei e o que ainda tenho disponível.

Eu ultrapassei esta situação através das contas poupança que o ActivoBank disponibiliza. Sempre que gasto dinheiro através de um destes cartões de crédito, transfiro esse montante da minha conta à ordem para uma conta poupança. Dessa forma, quando chegar o dia de pagar o saldo do cartão de crédito, tenho esse valor reservado e não tenho surpresas.

Na prática, depois passei a pagar o saldo dos cartões de crédito várias vezes por mês e, assim, raramente deixo o saldo dos cartões de crédito atingirem valores significativos.

Hoje em dia, sempre que vou fazer compras a um hipermercado, ao restaurante ou atestar o depósito do carro, apenas utilizo um dos cartões que me pagam para o fazer.

Conclusão

Com estas alterações, deixei de gastar 141,40€ por ano em despesas bancárias para passar a receber, pelo menos até ao dia de hoje, 140,70€ em cashback. E ainda tenho mais 159,30€ de plafond de cashback que poderei receber até ao final deste ano, bastando para isso manter a estratégia que adotei.

Assim, até hoje, tenho mais 282,21€ apenas por ter mudado de banco e de cartões. Nada mau para umas horas de trabalho a preencher uns formulários e mantendo todos os serviços que tinha anteriormente.

E vocês? Continuam a pagar despesas bancárias?

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RBhttps://www.casacomtodos.com
Informático, de profissão e vocação, adora fazer caminhadas, correr, ver séries e ler livros de finanças pessoais. Destas, apenas 2 são mesmo verdade.

3 COMENTÁRIOS

  1. Estou positivamente surpreso com a grande poupança que você acabou fazendo com essas escolhas.
    Tomei uma decisão parecida há cerca de três meses.
    Cancelei minha conta no maior banco brasileiro (Itaú) e abri uma conta no banco Inter (similar ao que você mencionou: não cobra tarifas). E também comecei a usar cartão de crédito com cashback.
    Nunca fiz este cálculo, mas com certeza poupei muito.
    No Itaú, pagava cerca de R$ 80 mensais para a manutenção da conta, fora a tarifa de cartão de crédito (Cerca de R$ 40 mensais). Hoje, assim como você, recebo para ter os mesmos serviços.
    Sinceramente é inexplicável que alguém continue utilizando os caros serviços dos antigos bancos.
    Talvez por falta de informação. Por isso nosso papel é tão importante.

    Você sabe se algum banco Português aceita abertura de conta de cliente brasileiro?
    Gostaria de ter uma conta na zona do Euro.

    Grande abraço, Stark.

    http://www.acumuladorcompulsivo.com

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