Comprei um Livro (em papel)

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Quando tenho interesse num determinado assunto, dedico-me a ele e tento aprender o máximo possível, seja através da leitura de livros especializados, de blogs, visualização de vídeos, etc. Faço isto até achar que já tenho um domínio aceitável sobre o tema.

Não aprecio romances e dedico-me a temas mais técnicos ou de desenvolvimento pessoal mas a leitura há muito que faz parte da minha rotina. No entanto, sendo um adepto das tecnologias, há muito que adotei as opções digitais, comprado as versões em e-book dos livros e, ultimamente, as versões em audiolivro.

O digital traz inúmeras vantagens:

  • Com os audiolivros, posso ouvir o livro enquanto faço outras tarefas cá em casa ou enquanto me desloco, pois posso ouvir no carro, no comboio, ao caminhar, etc.
  • Num aparelho que já me acompanha diariamente, posso incluir e ter sempre disponível um conjunto alargado de livros, ao contrário que ter que escolher um e carregá-lo todo o dia.
  • As aplicações de leitura sabem sempre o que estamos a ler e em que ponto ficámos. Além disso, sincronizam essa informação com outros aparelhos pelo que posso começar a ler no smartphone e, quando quiser, continuar a ler do mesmo ponto no tablet ou no PC.
  • Existe um conjunto de ferramentas há disposição como pesquisas, anotações, links, multimédia, etc. que não estão disponíveis nos livros em papel.
  • Os livros são, normalmente, mais baratos e a entrega é imediata.
  • Etc.

Também concordo que ler um livro em papel ou num ecrã não é a mesma coisa. Ler num ecrã é muito mais cansativo ao fim de algum tempo e somos constantemente distraídos com notificações que nos retiram concentração da leitura. Apesar disso, sempre achei que as vantagens do digital compensavam as desvantagens.

Ao contrário dos meus irmãos (o meu irmão tem mais de 600 livros e a minha irmã para lá caminha), há muito que já não comprava um livro em papel sem ser para oferecer. Se a memória não me falha, o último já deve ter sido há mais de 6 anos.

Esta semana, depois de ver um vídeo no canal Renda Maior do YouTube, que acompanho, fiquei interessado no livro analisado, A Geografia do Dinheiro de Dharshini David, cuja sinopse é:

Alguma vez se perguntou porque conseguimos comprar mais bens do que os nossos avós alguma vez conseguiram… mas é menos provável que consigamos ter uma casa onde os guardar? Porque é que o preço de um litro de combustível duplica em poucos meses, mas nunca cai da mesma forma? Por detrás de tudo isto está a economia. O dólar é a alma da globalização e é ele que mantém a economia a funcionar. Metade das notas circulam fora dos EUA e muitos desses dólares estão na posse da China. Mas o que acontece quando o nosso dinheiro se movimenta à volta do mundo e como é que isso afeta as nossas vidas?

Ao seguir a viagem de um dólar desde os subúrbios do Texas, através do banco central da China, pelos caminhos de ferro nigerianos e os oleodutos do Iraque, A Geografia do Dinheiro revela as verdades económicas que estão por detrás daquilo que vemos nas notícias todos os dias:
• Porque é que a China é o maior produtor de bens e os EUA o maior consumidor?
• O comércio justo é realmente uma coisa positiva?

Nesta leitura reveladora, a economista Dharshini David expõe estas complexas relações para chegar ao âmago de como o mundo globalizado funciona, mostrando quem detém o poder e o que isso significa para todos nós.

Após uma breve pesquisa pelos sites do costume, não consegui encontrar versões digitais deste livro. Como também já tinha saudades de ler um livro em papel e em português, ontem decidi comprar esta versão.

Confesso que estou um pouco ansioso que o livro chegue para ver se ainda me lembro como os livros funcionam e como se molha o dedo para folhear as páginas.

Será o início de uma mudança de hábitos?

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Informático, de profissão e vocação, adora fazer caminhadas, correr, ver séries e ler livros de finanças pessoais. Destas, apenas 2 são mesmo verdade.

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